A número um em finanças (a Bolsa de Zurique é a quarta maior do mundo depois de Nova York, Londres e Tóquio), economia, turismo, cultura, setor terciário avançado, novas tendências e compras de elite. Só lhe faltam os grandes edifícios da política que ficam em Berna: para o resto, os ritmos e o metabolismo são os das grandes praças comerciais e financeiras mundiais.
O que visitar em Zurique
A vivacidade, o anticonformismo cultural e uma espécie de amor pela experimentação de tudo que é experimentável fazem Zurique parecer com Londres, e o fato de ser berço do protestantismo não a impede de ser desinibida e tolerante. Zurique é a cidade que todo ano, em agosto, atrai para a Street Parade multidões de jovens de toda a Europa, que desfilam ao ritmo frenético da techno music. Que propõe uma espécie de cultura itinerante, removendo, por vontade de seus administradores, as estátuas dos pedestais seculares do centro para outros bairros, para que todos possam admirá-las. E que entrega os púlpitos mais prestigiosos, símbolo do protestantismo, às mulheres pregadoras.
Nas suas ruas, que a história viu romanas, alemãs, francesas, passaram alguns dos maiores personagens dos últimos séculos: Goethe, Einstein, Musil, Joyce, Mann, Wagner; enquanto os cérebros de hoje acampam no morro da prestigiada universidade e crescem à sombra de avançadíssimos centros de pesquisa química, biológica e genética.
Visitar Zurique e descobrir que toda essa modernidade tem um coração antigo, que não abalou de forma alguma a beleza e a poesia de certos bairros que se espelham no sonolento Limmat, com casas construídas em parte de madeira e em parte de pedra, a atmosfera retrô de certos setores, a repetição de gestos, ritos e encontros tão antigos quanto os Sinos da Igreja de St. Peter.
Zurique o que ver
1 Centro histórico de Zurique
O centro histórico de Zurique estende-se entre as duas margens do rio Limmat. As casas medievais, os becos tortuosos, as Zunfthaus – casas das corporações – e as prefeituras do Renascimento de Zurique oferecem um cenário atrativo para um divertimento imerso no passado. Uma visita guiada pelo centro histórico transforma o cenário na história viva das construções típicas e das pessoas que ali viveram e atuaram. O emblema de Zurique são as duas torres do Grossmünster, a catedral da cidade. Segundo a lenda, foi Carlos Magno quem as construiu no lugar onde foram descobertos os sepulcros dos santos padroeiros da cidade, Felix e Regula.
Estação Zurique. Ponto conveniente para começar a visita em Zurique é Hauptbanhof, a faraônica estação ferroviária, que também oferece amplas possibilidades de estacionamento, já que a ilha de pedestres é bastante extensa. À esquerda do seu edifício do século XIX abre-se a cidadela medieval, com as duas torres do Grossmunster, a imponente catedral protestante; ao fundo desenha-se o Lago (Lago de Zurique); no meio, o rio Limmat, que confere uma nota romântica e ao mesmo tempo majestosa ao cenário. À direita, ainda sobram pedaços da cidade antiga, com as praças dos mercadores, o cais, o campanário da igreja mais antiga, St. Peter (857 d.C.), com um dos maiores relógios do mundo (8,7 metros de diâmetro) e, finalmente, a cidadela dos negócios e compras sofisticadas, abraçada pela cintilante Bahnhofstrasse, cartão de visitas da Zurique em crescimento. Entre as coisas para ver em Zurique, atrás da estação surge o Landesmuseum, o museu histórico nacional, com uma construção maciça e com torres, que revisita o estilo medieval. Atrás do museu situa-se enfim o encantador parque Platzsplitz, de concepção oitocentista, oásis bucólico, povoado por árvores centenárias, fontes, estátuas de personagens célebres e, na bela estação, inundado pelos mil aromas e cores das floradas.

2 Niederdorf
Com seus becos entrelaçados sem carros e o símbolo do Grossmünster, encanta não apenas à noite, mas também durante o dia graças a pequenas boutiques, antiquários e oficinas artesanais. No Niederdorf aprecia-se melhor o charme singular de Zurique. A histórica «Boutique Konditorei Schober-Péclard», sob proteção, reúne em si as almas da cidade: história, arquitetura e compras. O bairro da velha Zurique, Niederdorf, é carinhosamente chamado de «Dörfli» (vilazinha) pelos locais.

Zurique lugares de interesse
3 Os Museus de Zurique
Zurique conta com 50 museus, dos quais 14 são dedicados à arte. O Kunsthaus, museu de artes figurativas de Zurique, abriga ricas coleções de pinturas, esculturas, fotos e vídeos, além de uma ampla coleção das obras de Alberto Giacometti. O Museu Rietberg, um dos principais centros para arte extraeuropeia. A poucos passos da estação central de Zurique, fica ainda o Schweizerisches Landesmuseum, o Museu Nacional Suíço – um edifício que lembra um castelo e que tem mais de 100 anos – onde se pode admirar a maior coleção histórico-cultural do país. Em Zurique, a arte é vivida também fora dos museus e galerias: seja na sala Giacometti da delegacia de polícia ou nos vitrais de Marc Chagall da igreja da Fraumünster ou a céu aberto na obra Heureka de Jean Tinguely à beira do lago de Zurique.
4 Museu Rietberg
O Museu Rietberg de Zurique é o único museu de arte para culturas extraeuropeias na Suíça e possui uma coleção de fama internacional, com obras da Ásia, África, América e Oceania. O «Smaragd», como é chamado o novo museu, é espetacular arquitetonicamente: é composto por um quiosque de vidro e se encaixa perfeitamente no conjunto de vilas do belo Rieterpark.

5 Museu Kunsthaus
O Kunsthaus Zurique apresenta obras do século XIII até os dias atuais. É renomado não só por sua importante coleção de artistas modernos, mas também por suas notáveis exposições temporárias. Ao lado de obras de Alberto Giacometti podem ser admiradas pinturas importantes de Picasso, Monet e Chagall e de numerosos artistas contemporâneos suíços. A New York School é representada por Pollock, Rothko e Newman, assim como pela pop art europeia e americana. O despertar expressivo dos anos 80 manifesta-se na obra abrangente de Georg Baselitz.

6 Museu nacional Zurique
O Museu Nacional abriga a maior coleção histórica e da civilização do país. Atrás dos muros com mais de 100 anos, o passado revive e mostra como viveram, o que pensaram e sentiram as gerações passadas. O Museu Nacional aborda ainda temas sociais relevantes e assim oferece uma mudança temporária de perspectiva. Gustav Gull realizou o Museu Nacional Suíço em 1898, por ocasião dos 50 anos da primeira Constituição Federal. O museu, situado entre a estação central e o Parque Platzspitz, lembra um pouco um castelo de contos de fadas.

