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O que ver em Sintra, Portugal, joia da Estremadura

À descoberta de Sintra, Portugal, charmosa cidade rodeada pelas verdes colinas da homônima Serra, cujo cenário cultural, marcado por várias residências históricas, foi incluído na lista de Patrimônios da Humanidade da UNESCO.

Panorama di Sintra - Foto di Luís Marques
Maria Ilaria Mura
12 Min Read

Sintra fica a cerca de 30 quilômetros de Lisboa. Apesar da curta distância, as duas localidades não poderiam ser mais diferentes: Sintra está imersa na natureza, em um território montanhoso que termina abruptamente apenas diante do Oceano, criando uma costa áspera e acidentada.

A beleza da paisagem conquistou o coração romântico de muitos nobres e artistas que, desde o século XVIII, escolheram passar suas férias aqui. Entre eles, Hans Christian Andersen e Lord Byron, que a definiu como “Paraíso Glorioso”.

Portanto, não surpreende que o território de Sintra abriga numerosas villas e palácios, outrora residências de reis e aristocratas, que em 1995 foram declarados Patrimônios da Humanidade pela UNESCO.

Il Cabo de Roca, Sintra - Foto di Jan Zimola
O Cabo da Roca, Sintra – Foto de Jan Zimola

O que ver em Sintra

A paisagem de Sintra

O território de Sintra é caracterizado pela Sierra de Sintra, uma cadeia montanhosa de cerca de 10 quilômetros, que se estende entre a margem norte do estuário do Tejo e o Oceano Atlântico, culminando no Cabo da Roca, o ponto mais ocidental do continente europeu. Não são montanhas muito altas: o pico mais elevado, Cruz Alta, tem 529 metros. Sua natureza sedimentar, no entanto, cria uma paisagem muito acidentada, por vezes áspera, coberta por uma vegetação exuberante.

Essas irregularidades dominam a costa, quase sempre alta e rochosa, que às vezes se abre em belas praias. Seguindo a costa para o norte, encontram-se, respectivamente, a selvagem e escondida Praia da Ursa, a Praia da Adraga, a mais acessível, e a Praia Grande, exposta à fúria do Oceano e, por isso, paraíso dos surfistas experientes. Nos relevos que delimitam a praia do lado sul da Praia Grande é possível ver muitas pegadas fósseis de dinossauros.

Il territorio di Sintra - Foto di Ssantanasilva
O território de Sintra – Foto de Ssantanasilva

O Palácio Nacional de Sintra

O Palácio Nacional de Sintra (Sintra Palacio Nacional) está situado no centro da cidade. Suas origens datam da época em que povos muçulmanos do Norte da África dominaram a Península Ibérica na Alta Idade Média. Após a Reconquista, tornou-se propriedade dos reis de Portugal que, a partir do século XV, começaram a reconstruí-lo e adicionar, ao longo dos séculos, novas partes. Esses corpos, embora concebidos de forma independente, são harmonicamente unidos por escadas e pátios, fazendo da residência um belíssimo exemplo de arquitetura orgânica.

O estilo dominante é o gótico manuelino. O ambiente que fascina mais, apesar dos ricos salões oficiais, é a cozinha famosa pelos dois enormes chaminés cônicas de 33 metros de altura. Essas chaminés, visíveis de longe, tornaram-se um ícone da cidade.

La cittadina di Sintra con il Palazzo Nazionale - Foto di Ana Jimenez
A cidade de Sintra com o Palácio Nacional – Foto de Ana Jimenez

A Quinta da Regaleira

Localizada a curta distância do centro de Sintra, a Quinta da Regaleira foi a propriedade de Antonio Augusto Carvalho Monteiro, apelidado de “O Milionário” pela fortuna acumulada no Brasil com o comércio de pedras preciosas e café. A propriedade, construída no início do século XX, compreende um palácio, uma capela e um enorme parque rico em fontes, grutas e túneis, frequentemente interligados.

A arquitetura é predominantemente neogótica, embora contenha influências de outros estilos. Mas o aspecto mais interessante do conjunto é o simbolismo e o conjunto de referências esotéricas que o permeiam: as estruturas e decorações parecem remeter à Maçonaria, da qual Monteiro fazia parte, mas também ao mundo dos Templários e dos Rosacruzes, assim como a ciências ocultas como a alquimia. O exemplo mais notável são dois poços, que parecem torres “em negativo”, possivelmente usados para rituais de iniciação relacionados também a práticas de cartomancia.

La Quinta da Regaleira - Foto di Petar Teodosiev
A Quinta da Regaleira – Foto de Petar Teodosiev

O Castelo dos Mouros

O Castelo dos Mouros nos transporta à Idade Média: trata-se de uma fortaleza construída entre os séculos VIII e IX pelos povos mouros. Sua rendição pacífica às tropas cristãs, em 1147, marcou um momento importante na história da Reconquista, já que a fortaleza dominava todo o território de Sintra. Após alguns séculos de abandono, sua restauração e valorização começaram em meados do século XIX pelo rei Fernando II. A visita ao Castelo dos Mouros é uma experiência única: embora a forte inclinação exija esforço físico, o esforço será recompensado pelas vistas maravilhosas e pelo charme do percurso ao longo das fortificações. Também não se deve perder os restos da capela dentro da muralha.

Il Castelo dos Mouros - Foto di Jazi Araujo
O Castelo dos Mouros – Foto de Jazi Araujo

O Palácio da Pena

No topo de uma colina de Sintra havia uma capela medieval, à qual foi posteriormente adicionada um mosteiro, construído no local de uma aparição da Madonna da Pena. No século XIX, o rei Fernando II decidiu construir a residência de verão dos reis de Portugal incorporando os restos desse complexo: assim nasceu o Palácio da Pena. Essa residência é considerada uma das mais altas expressões da arquitetura romântica pelo ecletismo levado às últimas consequências. A impressão que se tem durante a visita é a de uma viagem no tempo através das arquiteturas barroca, gótica, islâmica, manuelina e renascentista colocadas lado a lado com ousadia. Completa o impacto visual uma paleta de cores extravagante, dominada por variações de vermelho, amarelo e azul. Os interiores, decorados com estuques, afrescos trompe-l’oeil e azulejos, os típicos azulejos pintados, também refletem a opulência e excentricidade do exterior. Pela sua posição e pela vivacidade das cores, o Palácio da Pena pode ser visto até de Lisboa em dias claros.

O Palácio da Pena – Foto de Oleg Shakurov

O Palácio de Monserrate

Originalmente uma capela dedicada à Madonna de Monserrat e posteriormente uma propriedade agrícola, o Palácio de Monserrate apresenta-se hoje como uma residência em estilo neo-mourisco. Foi construído em meados do século XIX por Sir Francis Cook, que confiou o projeto do parque ao pintor paisagista inglês William Stockdale e a um botânico. De fato, o parque, que se estende por cerca de 30 hectares, é provavelmente a parte mais espetacular do complexo, com mais de 2.500 espécies de plantas agrupadas segundo a área geográfica de origem.

Il Palazzo di Monserrate - Foto di Felipe Barchi Pim
O Palácio de Monserrate – Foto de Felipe Barchi Pim

O Convento dos Capuchos

No meio das florestas de Sintra, a cerca de 7 quilômetros do centro da cidade, encontram-se as ruínas de um mosteiro dos frades capuchinhos. Construído em meados do século XVI, o Convento dos Capuchos foi utilizado até 1830, quando as ordens monásticas foram abolidas em Portugal. Desde então, ficou abandonado, tornando-se uma extensão da natureza ao redor. Portanto, para quem gosta de paisagens góticas, essas ruínas isoladas e cobertas de musgo são uma atração imperdível. 

Il Convento dei Cappuccini - Foto di Benito Mandel
O Convento dos Capuchos – Foto de Benito Mandel

Queluz

O Palácio de Queluz é uma elegante residência real em estilo rococó. Construído a partir da metade do século XVIII, é chamado de “a Versalhes de Portugal”, embora, diferentemente do palácio francês, seu tamanho menor comunique mais refinamento que magnificência. Queluz é caracterizado pelas muitas fachadas e pelo jardim. A fachada principal, que se abre diretamente para uma praça da cidade, é bastante sóbria. Na fachada frontal da ala Robillon, a escadaria com degraus de alturas diferentes cria uma ilusão de perspectiva que aumenta sua majestade. No lado sul da mesma ala, um discreto colunato dórico contrasta com uma ordem superior ornamentada em estilo barroco. Finalmente, a fachada do salão de baile remete ao estilo de Borromini. Os jardins são decorados com estátuas e fontes, incluindo uma com tritões e golfinhos atribuída a Bernini. Ao longo dos jardins corre um canal, com mais de 100 metros de comprimento, delimitado por margens ricamente decoradas com azulejos.

La reggia di Queluz - Foto di Peter Hempel
O palácio de Queluz – Foto de Peter Hempel

O que comer em Sintra

Como em toda a zona costeira de Portugal, em Sintra é possível encontrar ótimos restaurantes de peixe com preços razoáveis. O rei da cozinha portuguesa é o bacalhau, que neste país pode ser apreciado de 365 formas diferentes, uma para cada dia do ano. Outro prato típico é o arroz de mariscos, o risoto com crustáceos e frutos do mar. Entre a terra e o mar está a carne de porco à Alentejana, carne de porco cozida com amêijoas. Também é típico da região o saboroso frango assado. No território de Sintra, em terrenos arenosos próximos ao Oceano, encontra-se a região de Colares, famosa por suas vinhas de cepa franca. De lá vêm vinhos tintos finos que devem ser absolutamente degustados.

Una delle 365 ricette col bacalhau - Foto di Mogens Petersen
Uma das 365 receitas com bacalhau – Foto de Mogens Petersen

10 Onde dormir em Sintra

Se quiser experimentar a experiência de uma estadia aristocrática em Sintra, o lugar ideal é o Palácio de Seteais. Construído em estilo neoclássico no século XVIII para o embaixador holandês Daniel Gildemeester, hoje é um hotel de luxo da rede Tivoli, com ambientes decorados com afrescos, um SPA e um lindo parque com piscina. Quarto duplo a partir de 180 euros. Uma alternativa no centro da cidade, a poucos passos do Palácio Nacional, é o Tivoli Hotel, um hotel quatro estrelas da mesma rede do Palácio de Seteais. Quarto duplo a partir de 80 euros.

L'Hotel Palacio de Seteais - Foto Tivoli Palacio de Seteais
Hotel Palácio de Seteais – Foto Tivoli Palácio de Seteais

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