A culinária de Roma também tem influência camponesa. Apesar de restaurantes e estabelecimentos de todas as tendências, estilos e etnias, a trattoria continua sendo uma instituição sólida, um dos templos onde se preservam pratos tradicionais, como o baccalà, o cacio e pepe, as puntarelle em molho de anchovas, a minestra d’arzilla, os alcachofras à judaica fritos, de influência judaica.
É impossível fazer uma viagem pelo Lácio sem provar a verdadeira pasta all’amatriciana (fettuccine ou bucatini), sem alho nem cebola; a pasta e ceci; o abbacchio, cordeiro jovem e macio assado; os rigatoni com pajata (tripas de bezerro) e o coda alla vaccinara.
Tradicionalmente às quintas-feiras, os gnocchi temperados com ragu de carne ou com tomate e manjericão. O porco também tem um lugar de destaque com a lonza, a arista, e a clássica porchetta. Em relação aos vegetais, é um triunfo, começando pelo já citado alcachofra chamado “mammola”, cozinhado segundo a tradicional receita do gueto judeu; a alface romana; o pimentão; as cebolas brancas e doces de Marino, as ervilhas de Frosinone e os feijões verdes do lago de Bracciano.

