Instituída em 1962 pela Entidade Nacional de Bibliotecas Populares e Escolares de Roma, nomeada em homenagem ao escritor e crítico literário Antonio Baldini e realizada segundo os mais avançados critérios da biblioteconomia, a biblioteca se destacou nos anos 60 pela modernidade, funcionalidade e atualização das coleções. Em 1977, após a extinção da Entidade, foi adquirida pelo Estado e destinada ao Ministério dos Bens Culturais e Ambientais, então de criação muito recente (1975) e passou a ter a denominação atual de Biblioteca Estadual Antonio Baldini.
Desde o início, a biblioteca Baldini estabeleceu institucionalmente como objetivo prioritário a “amigabilidade” em relação ao usuário, já em uma época em que isso certamente não era visto em todos os lugares como um valor.
Assim, nas salas, já nos anos 60, a disposição das coleções de livros em estantes abertas e em ordem classificada, ou seja, por matérias, com o objetivo de facilitar ao máximo o leitor na pesquisa e no uso, além de permitir que ele encontrasse também títulos que não conhecesse previamente; e também a luminosidade e a arejamento das salas (possibilitadas, claro, pela localização favorável em meio ao verde dos Parioli e pela modernidade da estrutura arquitetônica); e o próprio mobiliário das salas de leitura, que até os anos 80 incluía até cantos – sala de estar, com mesas baixas e poltronas, característica esta que infelizmente foi abandonada ao longo do tempo para aumentar os lugares disponíveis.
Essa “amigabilidade” da estrutura resulta, de fato, em estatísticas de frequência bastante significativas: médias diárias de 150 pessoas, com picos de presenças mensais em torno de 5000 usuários. Por esse motivo, tornou-se necessário regulamentar o acesso e gerenciar o usuário com sistemas automatizados (desde 2012 é utilizado o sistema Ermes, propriedade da Biblioteca Nacional Central de Roma).

