L’exposição privilegia os aspectos do cotidiano e a montagem didática permite a compreensão de objetos incompletos integrando-os e situando-os nos contextos próprios.
Museu didático do território. À exposição acrescenta-se uma sala de aula onde é permitido operar com materiais conservados em caixas didáticas. Neste ambiente são incentivados o contato direto, o conhecimento tátil e a aplicação das técnicas da época. Um setor do edifício é destinado ao depósito de materiais arqueológicos com um pequeno setor de lavagem, restauração e catalogação dos mesmos. Ele é aberto à visitação para pequenos grupos, mediante reserva, para que os jovens possam acompanhar todo o processo que levará à musealização.
O andar superior do edifício abriga a seção. Nela estão colocadas todas aquelas ferramentas da civilização rural que permitiam o trabalho com lã, linho e cânhamo, e seda. O aparato didático permite a releitura das sequências operacionais, sendo acompanhada de provas práticas. É cuidadoso o vínculo com o dialeto.
A segunda sala apresenta uma reconstrução de “Cambra ad Cà”, que em nossas regiões constituía a cozinha, a sala de estar, o salão, ou seja, o cômodo da casa de toda a família. O mobiliário não é numeroso, mas os objetos do cotidiano estão bem representados: desde os de cozinha, as agulhas e os lampiões a óleo para iluminação, os aquecedores, os ferros de passar até as panelas de barro e os talheres rústicos. Este ambiente também é um laboratório, pela presença de uma bancada de amassar considerável, dedicada a experiências de peneiração de farinhas, de preparo de piadina e massas.
Nos limites da sala estão expostos instrumentos de trabalho ou relacionados ao estábulo, à adega, ao armazenamento. Um pequeno cômodo conserva as lembranças da “escola de antigamente” com as características carteiras escuras de madeira maciça, o quadro negro com suporte, os primeiros projetores e outros auxílios didáticos já “antigos” para os jovens que hoje estão em idade escolar.
O edifício possui um parque com uma murrinha onde se destaca monumental “l’albaraz” (álaro branco) plantado nos primeiros anos de instalação da escola nas primeiras décadas do século XX. A ampla extensão de gramados situados na parte de trás e no lado oeste faz dele um local privilegiado para o estudo de ervas, insetos e para atividades recreativas.

