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Palazzo Te Mantova, obra-prima do renascimento

Palazzo Te deve seu nome a teieto, ou seja, lugar de cabanas. O Palazzo Te Mantova é uma verdadeira joia do maneirismo e representa uma das vilas renascentistas mais bem conservadas. Vamos entrar no Palazzo Te para admirar as obras de arte desse lugar precioso, símbolo de Mantova.

Palazzo Te, Mantova
Massimo Vicinanza
5 Min Read

A Villa Te de Mantova, nome que deriva do local “Teieto”, que significa lugar de cabanas, é um dos locais da cidade que não pode faltar em uma visita. Trata-se de uma villa antiga que representa uma verdadeira joia da arquitetura renascentista e maneirista pós-rafaelesca.

O Palazzo Te é uma villa residencial baixa e de planta quadrada, construída entre 1525 e 1526 pelo arquiteto Giulio Romano a pedido de um rico e esclarecido latifundiário, Federico II Gonzaga, filho de Isabella d’Este. Além do projeto da villa, Federico também encarregou o arquiteto Romano de decorar os interiores da residência. Foram necessários cerca de dez anos para completar o trabalho.

O que ver no Palazzo Te Mantova

Tetos abobadados pintados ou em madeira dourada, grotescos e estuques, afrescos, medalhões, enfeites com conchas e mosaicos, placas de estuque, são todas características do Palazzo Te. Na realização da obra também contribuíram grandes artistas da época, como Andrea Mantegna, que pintou a Camera degli Sposi da villa.

Cada sala é uma obra de arte que impressiona. Seguindo um itinerário temático, passa-se da sala do Sol à de Amor e Psiquê, da câmara das Águias ou de Fetente ao salão dos Cavalos. Para chegar na mais espetacular e famosa, a sala dos Gigantes, decorada com um afresco que representa a vitória de Júpiter sobre os Titãs.

A obra foi pintada por Giulio Romano como em um espaço contínuo, esférico, sem nenhuma separação entre paredes, teto e piso, conseguindo assim realizar uma extraordinária realidade virtual na qual o visitante parece estar totalmente imerso.

O edifício, baixo, tem planta quadrada. Atrás de um pátio central se estende um enorme jardim fechado por uma exedra. As fachadas são clássicas e o aspecto mais característico é dado pelo uso dos tijolos, que criam um efeito de aparelhamento rústico. Aqui se entra no edifício pelo lado norte do Palazzo Te, através de um vestíbulo com três arcadas no topo de uma pequena escadaria.

Palazzo Te, loggia das Musas e Sala do Sol

Depois se passa para a loggia das Musas e daqui para a sala do Sol, com o teto dividido em losangos com lindas figuras em estuque. Em seguida visita-se a câmara das Empresas. No lareira pode-se notar a salamandra, frequentemente repetida nas salas seguintes.

Segue a câmara de Ovídio ou das Metamorfoses, decorada com cenas tiradas da obra do poeta. Voltando para a loggia das Musas entra-se no salão dos Cavalos, o maior, destinado a recepções, assim chamado porque aqui estão magníficos afrescos dos cavalos das cavalariças dos Gonzaga. O teto é de madeira dourada e policromada.

A imagem da salamandra reaparece, considerada pouco sensível às chamas do amor, que atormentavam o Gonzaga.

Palazzo Te, Amor e Psiquê de Apuleio

Segue a sala de Amor e Psiquê, uma sala de jantar decorada com episódios tirados do Asno de Ouro de Apuleio. Muito menor é a sala do Zodíaco, com placas de estuque e medalhões representando os Horóscopos. Nessas salas trabalhou o próprio Giulio Romano com alguns aprendizes. Segue a câmara das Águias ou de Fetonte, talvez quarto de dormir, ricamente decorada, e depois a loggia Grande, que separa o pátio do jardim, onde se podem notar as peixarias e a exedra que o fecha.

No fundo à esquerda encontra-se o pequeno apartamento da Gruta, que recebe o nome, justamente, de uma gruta antigamente embelezada com decorações de conchas e mosaicos.

Da loggia Grande atravessa-se a sala dos Estuques e depois a de César, com um afresco no teto (César faz queimar as cartas de Pompeu) e nas paredes figuras de imperadores romanos. Dessa sala passa-se para a mais espetacular e famosa entre as criadas pela imaginação exuberante de Giulio Romano: a sala dos Gigantes.

A arquitetura desaparece diante da representação pictórica que funde o teto com as paredes, mostrando a vitória de Júpiter sobre a loucura presunçosa dos Titãs (a cena é uma adulção ao imperador Carlos V). A sala possui uma acústica particular. Seguem-se alguns pequenos ambientes decorados com estuques.

Museu Palazzo Te

À visita ao Palazzo Te pode-se agregar a do Museu Cívico, onde estão conservadas uma interessante coleção egípcia, a coleção numismática dos Gonzaga, a coleção Mondadori, o legado do pintor Antonio Ruggero Giorgi e a Galeria de Arte Moderna.

Museu do Palazzo Te, Mantova
Museu do Palazzo Te, Mantova
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