Criado ao longo de sessenta anos de colecionismo apaixonado por Mario Praz (Roma 1896-1982), anglicista e crítico de renome internacional, apresenta-se como uma residência nobre do século XIX mobiliada em todos os seus detalhes com móveis, pinturas, esculturas, tapetes, cortinas, lustres, bronzes, cristais, porcelanas, miniaturas, pratas e mármores.
Adquiridos no mercado antiquário europeu, na França, Alemanha e Inglaterra, além da Itália, esses móveis oferecem uma panorâmica muito agradável de uma ‘filosofia do mobiliário’ que abrange desde o gosto neoclássico do final do século XVIII, passando pelo estilo império, até o mais doméstico estilo biedermeier que caracteriza a segunda metade do século XIX. Salas de recepção e quartos, bibliotecas, escritório e sala de jantar se apresentam um após o outro ao visitante que é recebido como em uma casa ainda habitada, com flores frescas nos vasos e livros abertos sobre mesas.
Nas paredes, muitas pinturas representam vistas de interiores do século XIX e não é incomum encontrar entre os móveis da casa algum dos objetos reproduzidos nas próprias pinturas, como por exemplo a grande harpa Erard do início do século XIX localizada no escritório, perto de um retrato de dama que, vestindo um vestido azul na moda de 1830, apoia-se em um instrumento musical idêntico.
Um museu relativamente pequeno, mas de grande atmosfera, repleto de mais de 1200 objetos, visita-se com algumas precauções necessárias para pequenos grupos de no máximo 10/12 pessoas que, acompanhadas por funcionários, são guiadas ao longo de um percurso selecionado com duração de 45 minutos.

