Localizada entre as dioceses de Vercelli, Asti, Turim e Ivrea, próxima aos poderosos municípios de Asti e Chieri, a Canonica de Vezzolano, no Piemonte, testemunha com suas importantes obras de arte medieval um longo período de esplendor entre os séculos XII e XIII, seguido por um lento declínio, que pode ser simbolicamente resumido em duas datas: 1405, ano em que a canonica foi concedida em comenda a abades residentes em outros locais, e 1800, quando a administração napoleônica expropriou seus bens, transformando a igreja em capela campestre da paróquia de Albugnano e o claustro afrescado em celeiro. Em 1937, o complexo foi cedido ao Estado e entregue à Superintendência para os Bens Arquitetônicos.
A igreja orientada, ou seja, com a parte absidal voltada para o leste, tinha originalmente uma planta do tipo basilical, isto é, com três naves, que foi modificada no século XIII, quando a nave pequena direita foi transformada no lado norte do claustro. A fachada, com empena, em tijolos com faixas horizontais de arenito, apresenta uma rica decoração escultórica de conotação transalpina concentrada na parte central.
O interior apresenta formas góticas precoces: a nave central é dividida por um púlpito (ou jubé), rara estrutura arquitetônica sobre colunas, na qual se estende um baixo-relevo policromado em dois registros sobrepostos representando os Patriarcas e Histórias da Virgem, atribuído à terceira década do século XIII embora exiba a data de 1189; aos lados da janela central do ábside, uma escultura policromada de origem antelâmica (final do século XII) representa a Anunciação.
No claustro, um dos mais bem preservados do Piemonte, encontram-se capitéis esculpidos e um importante ciclo de afrescos do século XIV, com a notável representação do Confronto dos Três Vivos e dos Três Mortos.

