Em 1968 a villa foi doada ao Estado italiano por Galliano Boldrini; integrada em 2006 à Superintendência Especial do Polo Museale Fiorentino, a villa abriga desde o final dos anos oitenta um depósito de artefatos arqueológicos da Superintendência Arqueológica da Toscana, originalmente alocados nos espaços do palácio da Crocetta, de onde foram removidos após a reestruturação do percurso museológico realizada depois da enchente de 1966.
A estrutura passou por uma campanha de restauração conduzida pela Superintendência dos Bens Ambientais e Arquitetônicos de Florença, iniciada em 2000 com a grande sala e o pátio interno. Graças ao constante apoio do Ente Cassa di Risparmio di Firenze, o projeto de recuperação do antigo complexo barroco foi finalmente concluído em 2010, com a reforma da fachada e de boa parte dos ambientes internos.
Na sala foram colocados alguns dos mármores mais significativos da coleção do Museu Arqueológico, entre os quais se destacam a estátua em porfira do imperador Adriano, única em seu gênero, e a do Peplophoros do palácio Cepparello, esplêndida réplica romana de uma original grega do século V a.C.
Ao longo das paredes do pátio, por sua vez, foram posicionados numerosos sarcófagos etruscos em nenfro de Tuscania, provenientes do túmulo gentilício dos Statlane, datados entre o final do século IV e o II a.C., além de um primoroso sarcófago feminino de Tarquinia, decorado em baixo-relevo com cenas figurativas carregadas de significados simbólicos que aludem a rituais e cultos salvadores.
Em outros ambientes do térreo buscou-se recuperar parte da esplêndida decoração em mármores antigos outrora no “Ricetto delle Iscrizioni” dos Uffizi, organizado por Foggini para Cosimo III como majestosa entrada para a Galeria e desmontado até 1920, após fases diversas de montagem.
No primeiro andar, o visitante poderá revisitar a milenar história da planície florentina por meio de uma exposição permanente de artefatos encontrados na região. Destacam-se os restos do conjunto da “Tumba da Mula” (final do século VII a.C.) e esculturas funerárias de ateliês arcaicos de Fiesole, entre as quais o excepcional “Cippo di Settimello” (meados do século VI a.C.). Importa lembrar que a exposição também inclui artefatos provenientes da cidade etrusca de Gonfienti, descoberta há mais de dez anos não muito longe de Calenzano.
A exposição tem como finalidade não tanto a realização de uma montagem museológica no sentido tradicional do termo, mas a restituição da visibilidade de obras conservadas nesta villa, que há anos desempenha a função de depósito dos materiais líticos do Museu Arqueológico Nacional de Florença.
HORÁRIOS
De abril a setembro:
1º e 3º sexta-feira e todos os sábados de cada mês, das 14h00 às 18h00
2º e 4º domingo de cada mês, das 9h00 às 14h00
De outubro a março:
2º e 4º domingo de cada mês, das 9h00 às 14h00
Villa Corsini a Castello
Via della Petraia, 38 50141 Florença

