DPCM de Natal: salva a temporada de esqui e os hotéis nas montanhas

Franco Grasso, especialista em turismo, afirma que com as novas medidas que estão para chegar para as festas de Natal, o Governo salva de fato (por enquanto) a temporada de esqui e as atividades de hospedagem nas montanhas. Veja o porquê.

Chalet in Alto Adige - Foto di Antelao

Com as novas medidas chegando para as festividades natalinas o Governo salva de fato (por enquanto) a temporada de esqui e as atividades de hospedagem na montanha.

Quem acredita nisso é o especialista em turismo Franco Grasso que – sempre contrário aos anúncios pessimistas dos últimos meses vindos do setor turístico – considera os fatos assim como sua experiência indica. Uma provocação? Na verdade, não.

Turismo de março

Já no mês de março, em pleno lockdown, com o setor turístico praticamente de joelhos, ele previu uma retomada a partir de julho, com um excelente agosto para as localidades de praia e montanha e um mês de setembro razoável. Previsões que não foram contrariadas. Nem mesmo aquelas referentes ao turismo nas cidades de arte, que por sua vez, tiveram mais dificuldades mas conseguiram “trabalhar um pouco”. Nem mesmo as relativas a um mês de junho difícil e a uma temporada que, no fim das contas, se estendeu com um surpreendente setembro.

Aquilo que se apresenta agora – explica Grasso – não é um cenário catastrófico. Infelizmente, o Natal e o Ano Novo não serão como esperávamos, isso é verdade, mas a temporada de esqui por excelência começa a partir do final de janeiro, meados de fevereiro. Portanto, os hotéis na montanha terão tempo de recuperar o que perderem durante as festas. Mais do que tudo, deve-se incentivar a chegada de uma ou mais vacinas e não é por acaso que, já com as primeiras notícias das grandes farmacêuticas, as reservas internacionais voltaram a crescer. Não quero entrar no mérito das decisões relativas aos deslocamentos, reuniões familiares, aglomerações, restrições em geral enfim – prossegue o professor Grasso – porque não cabe a mim definir se é ou não uma boa decisão.

Humanamente, só pode me entristecer pensar que tantas famílias não poderão se abraçar nestas festas. Mas, do ponto de vista profissional, creio poder dizer com absoluta certeza que estamos caminhando para o fim deste pesadelo que já nos mantém reféns há 10 meses. A luz que vejo no fim do túnel vem de alguns fatos concretos: o verão foi bom e desafio alguém a dizer o contrário, porque quando foram liberadas as restrições, todos tivemos vontade de viajar, de sair de férias (até mesmo quem nunca havia se hospedado fora de casa antes); o turismo de inverno, o verdadeiro, que envolve as massas e movimenta a economia, só começará muito tempo depois do fim das restrições (tristes, aberrantes, mas infelizmente, necessárias); a ajuda da ciência. Também nesse aspecto não cabe a mim definir se os tratamentos, as vacinas, são eficazes ou não (mas não tenho motivos para duvidar).

O que importa é que as pessoas agora se sentem muito mais tranquilizadas do ponto de vista sanitário e isso permite retomar projetos de vida, incluindo aqueles ligados às viagens, uma necessidade básica – lembremos, não acessório – de todo ser humano. Mais do que tudo, as notícias relativas às vacinas e/ou aos tratamentos adequados para vencer esse vírus maldito vão ajudar a reerguer o mercado que mais sofreu em 2020, ou seja, o das cidades de arte.
A isso – conclui o especialista – somamos a grande capacidade de reação e de compensação que o mercado turístico tem. Por isso, tenho certeza de que, a partir de fevereiro, a montanha será grande protagonista, que a partir da primavera voltaremos a ver turistas estrangeiros em nossas cidades e, no verão, todos os italianos e estrangeiros estarão à beira-mar ou no topo de uma montanha, sacudindo de si as más sensações que essa experiência, inevitavelmente, terá deixado”.

Quem é Franco Grasso

O professor Franco Grasso é autor de três livros sobre Revenue Management, a disciplina econômica ligada à precificação dinâmica de quartos de hotel e dos serviços do setor turístico (mas pode ser aplicada a qualquer setor). É um divulgador/formador da matéria, mas também aborda temas mais gerais ligados ao turismo, um mundo que conhece profundamente e em cada detalhe. Escreveu centenas de artigos para revistas especializadas, formou milhares de operadores do setor, lecionou nas mais prestigiosas universidades italianas (antes de abrir sua própria escola). Não é político, não está ligado a nenhuma “marca” do setor institucional. É um técnico. É uma pessoa independente que poderia dar sua opinião (opiniões e conselhos) também e principalmente sobre os fatos deste último ano, ou seja, a correlação entre a pandemia e as repercussões no setor turístico.

Pubblicato in

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*